quarta-feira, março 30, 2011

Mortalidade entre "DEPENDENTES QUÍMICOS"

Comentário do Professor Márcio Amaral (IPUB/UFRJ) sobre matéria do jornal O Globo de domingo (28/11), quanto a orientação de familiares de "dependentes químicos".

domingo, março 27, 2011

SEMINÁRIO SOBRE REDUÇÃO DE DANOS REALIZADO NA UERJ

   Em 25 de março de 2011 realizou-se na UERJ o primeiro Seminário sobre Redução de Danos, organizado pela Assessoria de Álcool, Crack e Outras Drogas da Área Técnica de Saúde Mental do Rio de Janeiro. Compareceram ao evento mais de 300 pessoas, entre estudantes, profissionais da saúde e de outros setores, do Rio de Janeiro e de outras cidades.
  O Seminário foi aberto pelo Superintende de Saúde Mental, Mário Barreira, que salientou as relações intrínsecas entre ética do cuidado, Redução de Danos e o princípio desinstitucionalizador aplicado pela Reforma Psiquiátrica brasileira.
   Com o título “A contribuição da estratégia de redução de danos para o fortalecimento da rede intersetorial”, o seminário discutiu não apenas as chamadas estratégias de ação em Redução de Danos, mas também a Redução de Danos como política típica da perspectiva pluralista e democrática que caracteriza o SUS. Contou para tanto com a participação de representantes de diversas disciplinas, como a medicina, a psicologia, a filosofia, a sociologia, o direito, assim como, é claro, de redutores de danos e de profissionais atuantes na ponta na área da Saúde.
   Na primeira mesa da manhã, moderada pela Diretora do CAPS ad Mané Garrincha, Marise Ramôa, falaram Francisco Inácio Bastos, pesquisador da FIOCRUZ; Vera Malagutti, professora da Faculdade de Direito da UERJ; Cristiane Sampaio, psicóloga e redutora de danos, representante da ONG Psicotrópicus. Nesta mesa discutiu-se desde a necessidade de se pensar a Redução de Danos de acordo com os desafios próprios do século XXI, passando pela denuncia sobre o fracasso do proibicionismo e suas conseqüências, até a organização do cuidado às pessoas usuárias de álcool, crack e outras drogas.
  Na segunda mesa da manhã, moderada pelo Gerente de Atenção Psicossocial da SMSDC, Alexander Ramalho, foi apresentada as experiência de Redução de Danos dos CAPS ad Raul Seixas (Juliana Caramore - diretora e Daniel de Souza - redutor de danos) e Mané Garrincha (Luciana Moro - Terapeuta Ocupacional).
   Pela tarde, tivemos na primeira mesa, moderada pelo Assessor da Coordenação de Saúde Mental da SMSDC, Sergio Alarcon, a apresentação de Marco Aurélio Soares Jorge, Psiquiatra da FIOCRUZ; Fermin Roland Schramm, Filósofo e Bioeticista, pesquisador da FIOCRUZ; e Paulo Telles, psiquiatra do NEPAD/UERJ. Nessa mesa a multiplicidade característica da política de Redução de Danos ficou clara nas problematizações que se seguiram sobre sua inserção como clínica política, sobre suas vinculações em uma biopolítica da população e a necessidade de se pensá-la como ética do cuidado individual, e como ação de promoção de saúde no sentido da qualidade de vida.
   Por fim, na última mesa do seminário, moderada pelo Coordenador da Estratégia de Saúde da Família SMSDC, Carlo Cunha, foram apresentadas as experiências inovadoras, como o 
programa de tuberculose da SMSDC, representado pela Assistente Social Mayra, que deu um panorama da situação na cidade, após ocorreu a apresentação do Programa “Saúde em Movimento nas Ruas” ( Psicólogo Iacã e equipe) que é provavelmente a primeira unidade volante no Brasil a se utilizar das estratégias de Saúde da Família e de Consultório de Rua, articuladas para a atenção integral aos moradores de Rua.
   A Assessoria de Álcool e Outras Drogas, informa que para breve irá ocorrer a publicação um livro com os resultados do Seminário, em parceria com a editora FIOCRUZ.

Saúde Mental lança cartilha sobre redução de danos na " V Reunião da Comissão sobre Drogas e Democracia”


Reunião da Comissão
Em 25 de março de 2011 realizou-se na FIOCRUZ a “V Reunião da Comissão sobre Drogas e Democracia”. Neste evento, além do lançamento de um manifesto político contra a criminalização do usuário de drogas, foi feito o lançamento da Cartilha para a capacitação em ações de Redução de Danos de Agentes Comunitários de Saúde.
Sérgio Alarcon - SMSDC
 A cartilha foi elaborada em parceria pela Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Área Técnica de Saúde Mental, e a OS Viva Comunidade. O lançamento contou com a participação do Presidente da Fiocruz Paulo Gadelha, do Pesquisador do ICICT/Fiocruz Francisco Inácio Bastos, além do Assessor da Área Técnica de Saúde Mental Sergio Alarcon.
Cartila

sábado, março 26, 2011

NEPS/UERJ - Núcleo de Estudos, Pesquisas e Extensão em Saúde Mental e Atenção Psicossocial da FASSO/UERJ

O NEPS/UERJ é organizado por um grupo interdisciplinar de estudantes de graduação e pós-graduação, professores, profissionais, preceptores, tutores que desenvolvem atividades de intervenção, estudos, estágios, pesquisas, extensão, supervisão, assessoria e consultoria no campo da saúde mental e atenção psicossocial. 
O Núcleo de Saúde Mental e Atenção Psicossocial da UERJ desenvolve diversas atividades nesse campo na perspectiva de uma formação crítica e na defesa da reforma psiquiátrica antimanicomial no cotidiano do cuidado nos serviços, no ensino, na pesquisa e na extensão.

quinta-feira, março 24, 2011

FESTA DE 01 ANO DO CAPS III MARIA DO SOCORRO

No dia 21/03 foi realizada comemoração de 01 ano do CAPS III Maria do Socorro Santos, este foi o primeiro CAPS 24hs da Cidade do Rio de Janeiro, inaugurado dia 08/03/2010, o serviço fica localizado na Rocinha, zona sul do Rio, tendo cerca de 140 usuários matriculados e realizando uma média de 70 avaliações de saúde mental por mês, atendendo a uma área de 150 mil habitantes (Rocinha, Vidigal, Vila Canoas, São Conrrado, Leblon e Gávea).
A comemoração contou com uma mesa de abertura na qual estavam presentes a coordenadora de saúde mental do Rio de Janeiro (Pilar Belmonte), a coordenadora da área programática 2.1 (Paula Travassos) e a assessora de saúde mental da Viva Comunidade (Fabiane Minuzo). Em seguida foi apresentado um vídeo sobre Maria do Soccorro Santos realizado pela TV Pinel (que esteve presente filmando todo o evento).
Um momento especial ocorreu na segunda mesa, com a participação de Eduardo Vasconcelos (UFRJ), Lisete Vaz (IFB) e Hamilton (Grupo Harmonia Enlouquece), todos amigos de Socorro, que lembraram da convivência e dos bons momentos ao seu lado.
Na  continuidade da festa o grupo musical "Cancioneiros do IPUB" realizou uma ótima apresentação ao lado de Hamilton. Técnicos, usuários e familiares participaram ativamente da confraternização. 
Para quem esteve presente o evento foi muito marcante.
É importante ressaltar ainda o empenho da equipe técnica do CAPS na organização do evento e ótimo clima de alegria.

O BRASIL SE DESTACA NO SIMPOSIO “SAÚDE MENTAL, ÁLCOOL E DROGAS NAS AMÉRICAS”


 "O Brasil teve destaque pela implantação de servicos comunitarios de saude mental e pela defesa incansavel da Reforma Psiquiatrica.  Muitos paises ainda estão em fase de elaboração de politicas, porem com grande dificuldade de implementa-las. Foi destacado a vontade politica que o Brasil tem demonstrado ao longo dos ultimos 10 anos nesta área. Sergipe ganhou destaque como a segunda maior cobertura de CAPS/100.000 habitantes e por ter implantado varios projetos para a atenção aos usuarios de crack e outras drogas."
Leia o texto completo clicando no título.

domingo, março 20, 2011

ARTE, HORTA & CIA


   
 O Projeto ArteHorta & Cia  é um  programa de geração de trabalho e renda para pessoas com transtornos mentais, que foi criado em março de 2002  na região de Jacarepaguá (AP4.0), com a finalidade de agregar diversas oficinas de geração de renda . Atualmente, 56 usuários participam  das seguintes oficinas: costura, marcenaria, mosaico, culinária, restaurante self-service, duas cantinas, Oficina da Terra (horta e jardinagem).

   Tem como principal objetivo proporcionar espaços de convivência, que viabilizem gerar trabalho e renda para os usuários, possibilitando a inserção social e autonomia para os mesmos. 
   Comemoramos 09 anos em 2011, desta forma no dia 30 de março, a partir das 14 horas, iremos realizar evento cuja programação inclui apresentação de trabalhos e  shows de usuários,  além de bolo comemorativo.
Endereço do evento: Estrada Rodrigues Caldas, 3.400 - Jacarepaguá - RJ

terça-feira, março 15, 2011

I Encontro sobre Matriciamento da Saúde Mental na Rede de Atenção Primária do Município do Rio de Janeiro

RELATÓRIO DOS GRUPOS DE TRABALHO:

Segue o relatório referente aos grupos de trabalho realizados no Seminário do dia 02/03 na UERJ. Na ocasião foram divididos em 3 grupos: APs (1.0, 2.1, 2.2), APs (3.1, 3.2, 3.3), APs (4.0, 5.1, 5.2 e 5.3)


RELATÓRIO DO GRUPO DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DAS APs 1.0, 2.1 e 2.2
Nº de participantes: 19

RELATO DE EXPERIÊNCIAS DA SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA NAS ÁREAS

AP1.0

  • PSF/CONSULTÓRIO DE RUA – trabalho conjunto realizado por profissional de saúde mental e equipe de saúde da família com população de rua. As equipes trabalham na lógica de redução de danos e do cuidado psicossocial.
  • Participação dos profissionais da ESF no fórum de SM da AP 1.0.
  • Reuniões mensais com o CPRJ, articuladora de saúde mental e equipes de saúde da família para discussão de casos e construção de projeto terapêutico compartilhado.
  • Construção de fluxos de atendimento em SM para pacientes moradores das comunidades cobertas pela ESF.
  • Uma Psiquiatra do CPRJ matricia uma médica do PSF do Caju.
  • Paquetá – as psicólogas da unidade de saúde de Paquetá (UISMAV) realizam trabalho em conjunto com as equipes de SF, buscando construir um trabalho na lógica do matriciamento.
  • Dificuldade de construção de agenda conjunta das equipes de SF e de saúde mental devido ao volume de tarefas e metas a serem cumpridas pelo saúde da família.
  • Os ACS do PACS São Carlos e PSF do Caju participaram no ano de 2009 de várias oficinas de saúde mental organizadas por uma profissional de SM da CAP.
  • Durante a existência do GAT foram realizadas várias ações de SM mental (oficinas, VDS conjuntas, discussão de casos, grupos com participação do profissional de SM, etc.).
  • Profissionais treinados no curso BABEL: 4 médicos do PSF do Caju (1 médica foi transferida para o PSF Dona Marta e outra saiu da ESF), 4 enfermeiras do PSF do Caju e uma enfermeira do PSF Dona Zica.

AP 2.1


  • O CAPS III Maria do Socorro , desde sua implantação em março de 2010, começou a desenvolver ações de aproximação com a as equipes de SF da Rocinha. Primeiramente, após as enchentes de abril/2010, realizou oficinas de saúde mental com os profissionais da atenção primária, a fim de mediar as demandas excessivas por benzodiazepínicos diante do sofrimento psíquico causado pelos desabamentos. Ao longo do ano, organizaram oficinas de sensibilização em saúde mental com as equipes de SF do Rinaldo De Lamare para iniciar o apoio matricial com estas equipes. Em seguida, expandiram as ações matriciais às equipes do SF Maria do Socorro e, recentemente, às equipes do Albert Sabin cobrindo, desta forma, toda a comunidade da Rocinha . A equipe do CAPS da Rocinha dividiu-se em duplas, cada qual como referência de matriciamento para 2 equipes de SF.  Neste momento, o CAPS também está iniciando apoio matricial com as equipes do Vidigal e de Vila Canoas. A unidade contabiliza 29 equipes de SF com as quais realiza matriciamento.
  • Há pouco tempo as equipes da atenção primária na Rocinha passaram a trabalhar com os receituários azul e especial, o que viabilizou o trabalho de matriciamento que, até então, necessitava das prescrições dos médicos do próprio CAPS, sobrecarregando este último com esta tarefa.
  • Vários profissionais do CAPS III Maria do Socorro participaram das turmas 6, 7 e 8 do curso Babel, bem como enfermeiros e médicos atuantes no saúde da família da Rocinha.
  • Três profisisonais da área realizaram o curso Babel em 2009 (dois do Instituto Philippe Pinel e 1 do CMS Manoel José Ferreira). Os campos de atuação de matriciamento destes profissionais foram 1 equipe de SF do Vidigal  e as equipes 1 e 2 do Santa Marta (cada profissional com uma equipe). Ao longo daquele ano, as profissionais deram seqüência ao apoio matricial em suas equipes, mas em 2010 este trabalho interrompeu-se no Vidigal e em uma das equipes do Santa Marta, sendo que a profissional do CMS do Catete prosseguiu por mais alguns meses. Esta profissional apontava a dificuldade de dar visibilidade e de gerar uma produtividade à sua agenda de matriciamento, muito embora tivesse apoio da instituição em que está lotada. Refere desejo de retornar as ações de matriciamento com as equipes novas, localizadas na comunidade de Santo Amaro.
  • Uma das equipes do Santa Marta possui uma médica que, após participação no curso Babel, passou a atender as demandas de saúde mental de sua área adscrita, mesmo depois da interrupção do apoio matricial da profissional de saúde mental referida à sua equipe.
  • Uma médica lotada no CMS Manoel José Ferreira, com longa experiência em atenção psicossocial e em atenção primária realizou o curso Babel e, durante um período, desenvolveu ações matriciais na área.
  • O CAPSAD CENTRA RIO (estadual) realizou entre 2009 e 2010 oficinas de sensibilização ao tema do uso prejudicial de álcool e outras drogas com cada uma das equipes de saúde da família existentes à època, objetivando estabelecer uma agenda mensal de discussão de casos com estas. No entanto, por problemas de funcionamento do próprio CAPSAD, aliado à dificuldade de custeio do transporte sobretudo dos ACS, o projeto sofreu descontinuidade. Naquele momento, foi colocada pela articulação de saúde mental e pela coordenação da CAP a necessidade de que o CAPSAD realizasse esta atividade nos módulos do SF, como forma de viabilizá-la já que as equipes de SF apresentam dificuldade de locomoção tanto por suas agendas intensas como pela falta de recursos financeiros.
  • Participação dos profissionais da ESF no fórum de SM da AP 2.1.
  • Em Vila Canoas, durante os anos de 2008 e 2009, foram realizadas ações de matriciamento, bem como oficinas terapêuticas de artesanato por uma profissional de saúde mental do GAT da AP 2.1.
  • A profissional de saúde mental acima referida trabalha hoje na CAP 2.1 e realiza os introdutórios das equipes do saúde da família, nos quais aborda o tema da saúde mental.
  • Atualmente, o ambulatório de psicologia do CMS João Barros Barreto conta com uma profissional que participava do GAT da AP 3.1, realizando ações de matriciamento.

AP 2.2

  • Matriciamento realizado de forma estruturada por profissional de saúde mental lotado na CAP com visitas mensais aos módulos da ESF na área e supervisão com a UERJ.
  • Participação dos profissionais da ESF no fórum de SM da AP 2.2.
  • Psicóloga do CMS Heitor Beltrão realiza matriciamento do PSF do Borel com agenda semanal (1 turno para cada equipe, no total de 3 equipes e supervisão mensal com a UERJ). A profissional aponta uma inadequação de seus horários de atendimento ambulatorial com a agenda das referidas equipes, o que gera descontinuidade nas marcações de seus pacientes.
  • A UERJ realiza matriciamento na área com a participação de docentes e alunos do Curso de Especialização em Psicologia Médica.
  • PET Saúde Mental no Borel , Casa Branca e Parque Vila Isabel – parceria UERJ e SMSDC.
  • Supervisão mensal com os matriciadores e UERJ.
  • CAPS Mané Garrincha – acompanhamento de casos em parceria com as equipes da ESF.
  • Durante a existência do GAT foram realizadas várias ações de SM mental (oficinas, VDS conjuntas, discussão de casos, grupos com participação do profissional de SM, etc.).
  • Quase todos os profissionais da ESF participaram do curso Babel.
PROPOSTAS:
  • Em vista do tamanho da cobertura do ESF nas três áreas e da ausência de NASF, o GT observou a necessidade, neste primeiro momento, de estreitar o contato entre as equipes de saúde da família e saúde mental, a fim de construir conjuntamente as futuras ações de matriciamento. Esta aproximação poderá ser promovida através de: participação do SF no fórum de saúde mental, participação dos profissionais da rede no curso da BABEL, visitas da saúde mental aos módulos de SF e participação nas rotinas e reuniões da ESF para uma sensibilização mútua para o trabalho.
  • Garantir supervisão para os profissionais que realizam matriciamento.
  • Oficializar o matriciamento nas áreas. Um dos meios mencionados pelo GT para organizá-lo propõe que cada CMS e CAPS organize suas ações de matriciamento com as equipes de saúde da família localizadas em seus territórios de responsabilidade, dividindo, entre os serviços de saúde mental, as equipes com as quais estabelecerá a parceria de trabalho.
  • Pactuar com a gestão (Secretária, CAP e gerências) a construção de agenda para as atividades de matriciamento: visita domiciliar conjunta, consulta conjunta, reuniões para organização e planejamento do trabalho, oficinas, grupos, participação dos profissionais da ESF no fórum de saúde mental.
  • Garantir a participação de profissionais de saúde mental no introdutório das equipes de saúde da família.
  • Organizar a agenda do ambulatório para viabilizar as ações de matriciamento sem gerar descontinuidade do atendimento no ambulatório e criar algum instrumento que permita gerar faturamento destas ações.
  • Agendar uma reunião com os profissionais que participaram do curso BABEL para acompanhar os desdobramentos das ações de matriciamento e incentivar para que estes a desenvolvam em suas áreas.
  • Garantir espaços conjuntos de educação permanente.
  • Montar um GT permanente com a participação das três áreas para organização e sustentabilidade do matriciamento.

RELATÓRIO DO GRUPO DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DAS APs 3.1, 3.2 e 3.3
Nº de participantes: 39

- De início foi constatado que não havia representantes dos ambulatórios na reunião sobre Matriciamento.
- Foi apontado por várias pessoas que os programas de ESF e NASF falam de matriciamento como se esta fosse uma idéia inovadora sem perceberem todo o trabalho que já vem sendo construído pela rede saúde da área.
- Apontam que se os CAPS e os Ambulatórios não fazem matriciamento isto se dá pela falta de estrutura nestes serviços, principalmente com relação aos recursos humanos.
- Trazem experiências de êxito no trabalho entre CAPS e PSF na área, como entre o Parque Royal e o CAPS da Ilha e entre o CAPS Fernando Dinis e PSFs da área.
- Acreditam que antes de implementar qualquer proposta nova é necessário antes avaliar as especificidades de cada área, pois cada uma delas irá apresentar problemas diferentes. Ressaltam a importância de sustentar a rede que já existe, investir na rede que já existe..
- Apontam muitas questões apresentadas no Complexo da Maré, entre elas o problema dos drogaditos que não chegavam ao serviço devido a interferência das milícias.
- Afirmam que a saúde mental não é priorizada na atenção básica, e que apesar da orientação da direção do programa ser a de acolher a todas as questões, há resistência de quem está na ponta.
- Apontam fatores históricos para o fato do PAM Ramos estar fechado.
- Queixam-se de falta de diálogo na rede e da importância da participação em Fóruns, de espaços de discussão para maior articulação da rede. Apontam também a necessidade de espaços de supervisão.
- Uma enfermeira do PSF da Vila Cruzeiro confessa haver preconceito do profissional de Saúde da Família com relação aos casos de Saúde Mental. Acrescenta não haver um espaço específico, como um turno para discussão destes casos, como ocorre com os casos de hipertenção, diabetes, gestantes, onde há um horário predeterminado para a discussão. Relata uma importante experiência de matriciamento neste PSF com o trabalho de um Musicoterapeuta e de um Fisioterapeuta.
- Outro participante discorda da necessidade de estabelecer um turno, mas acredita que esta discussão deva ser incluída de alguma maneira.
- Sobre a articulação entre os serviços, acreditam que não é suficiente a iniciativa individual e sim uma direção da gestão que ajude nesta construção.
- Citam o exemplo do PAM Maria Cristina como um lugar que recebia encaminhamentos por um técnico que os aceitava, como se estivesse fazendo um favor, e não como direção do próprio serviço.
- O CAPS F. D. pretende apoiar o PSF da Maré assim que tiver Recursos Humanos que o possibilite se encarregar desta tarefa.
- Uma técnica de PSF da AP 3.3 trouxe a experiência de terem tido suporte do CAPS Rubens Correa que foi o suficiente para que eles se sentissem autorizados a darem suas próprias soluções e encontrarem caminhos resolutivos para as situações que se deparavam, enfatizando que são profissionais generalistas e multiplicadores.
- Após a saída da articuladora Ana Carla, os Fóruns ficaram esvaziados, mas que neste momento estão sendo retomados.
- Apontam a importância de um fortalecimento da rede como um todo para a porta de saída ser assegurada. Os CAPS estão centralizadores na medida em que a rede está falha atrapalhando a porta de saída dos CAPS.
- na discussão sobre porta de saída foi apontado o problema da psicologização que pode acontecer nos ambulatórios e mesmo nos CAPS, prescrevendo indiscriminadamente acompanhamento individual, sem pensar em soluções coletivas. Alertaram sobre a importância da formação deste profissional.
- Apontam o problema dos CAPS infantis e do Torquato Neto, cujas áreas programáticas são imensas.
- Acreditam que nas áreas onde não há NASF os CAPS devem ser empoderados desta tarefa.
- O CAPSi Maria Clara Machado relata início de um trabalho em conjunto com os NASFs.
- Na área 3.2 os profissionais elogiam o fato dos Fóruns funcionarem como espaço onde todos os Serviços se Reunem.



RELATÓRIO DO GRUPO DE TRABALHO DOS PROFISSIONAIS DAS APs 4.0, 5.1, 5.2 e 5.3
Propostas dos profissionais:

I. Ambulatório. Na nova configuração da rede como será a relação dos serviços com o ambulatório? Qual será a função da saúde mental no ambulatório e como funcionará sua porta de entrada?

II. Psicotrópicos na Atenção Básica: Necessidade de capacitação dos clínicos da ESF no uso de medicamentos psicotrópicos, além da possibilidade de haver um psiquiatra matriciando um determinado conjunto de equipes.

III. Pactuação de ações: Discussão sobre as dificuldades advindas do fato de que as ações de saúde mental realizadas na ESF não são faturadas na produtividade, gerando dificuldades para que as equipes disponibilizem-se para o trabalho de matriciamento e suas derivações.

Criar mecanismos de registro das ações de saúde mental do NASF.

Manter diálogo com os gestores locais das Organizações Sociais (OS) para pactuar ações importantes para a saúde mental levando em conta as metas de produtividade locais.

Convidar representantes das Organizações Sociais das Áreas Programáticas para participação nos Fóruns de Saúde Mental.

IV. Avaliação: Criar instrumentos de avaliação dos efeitos de ações de saúde mental na ESF, inclusive os efeitos clínicos (indicadores de hipertensão por exemplo) fruto de ações de matriciamento. Ênfase na criação de instrumentos de avaliação qualitativa.

V. Discussão sobre estratégias para incluir faturamento de ações realizadas pelos CAPS com a ESF, já que muitos das situações e casos matriciados não se revertem necessariamente na inscrição de um novo usuário.

IV CONFERÊNCIA ESTADUAL DE SAÚDE MENTAL

Plenária Final!


Dia 28/03 no Hotel Rio's Presidente
End.: Rua Pedro I, n. 19
Horário: 9 ás 17hs

Convocação: Exclusiva aos delegados que participaram da IV Conferência Estadual de Saúde Mental

Encaminhar ficha de inscrição até o dia 22/03 para o Conselho Estadual de Saúde, e até o dia 21/03 para Fernanda Montanholi: fernandamontanholi@gmail.com

Segue a ficha:


GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE E DEFESA CIVIL
CONSELHO ESTADUAL DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO
PLENÁRIA FINAL DA IV CONFERÊNCIA ESTADUAL DE SAÚDE MENTAL
INTERSETORIAL DIA 28/03/2011



FICHA DE INSCRIÇÃO



CONSELHO/INSTITUIÇÃO:______________________________________

Nome:____________________________________________________________

Segmento a que pertence:
(  ) USUÁRIO   (  ) PROFISSIONAL DE SAÚDE    (  ) GESTOR


Endereço:_________________________________________________________
__________________________________________________________________


E-mail:  ___________________________________________________________


Telefone: ______________________________________________________


PORTADOR(A) DE DEFICIÊNCIA: SIM (  )  NÃO (  )
Quais?____________________________________________________________
__________________________________________________________________



  
Conselho Estadual de Saúde
Rua: México nº 128, 5ºand- Sl.512/513- Centro
Rio de Janeiro / Tel. 23333731/3715
conselho@saude.rj.gov.br / www.conselhodesaude.rj.gov.br
ecc-21/02/11 – 11:38h

sábado, março 12, 2011

SISME - Relatório de Internações Psiquiátricas

    Em maio de 2003, o Programa de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro iniciou uma série de ações visando o melhor controle das internações psiquiátricas no município do Rio de Janeiro. Neste período foi implantada a regulação das internações psiquiátricas via web, 24 horas por dia numa Central de Regulação. A avaliação da internação psiquiátrica é realizada em 4 Unidades de Saúde Públicas (CPRJ, I.P.Pinel, H.M. Jurandir Manfredini, Policlínica  Rodolfo Rocco) Estas Unidades são nomeadas de solicitantes de internação na Central de Regulação. A partir de suas avaliações o paciente pode ficar internado nestas Unidades ou encaminhado para os demais leitos públicos universitários e privados contratados que fazem parte do SUS. Estas Unidades são nomeadas de executantes.
O programa utilizado para registro das internações é o SISREG do DATASUS/Ministério da Saúde. Este sistema visa o registro das internações para um melhor controle do faturamento.
Entretanto este programa não fornece informações sobre as internações que permanecem por um período menor que 24 horas, além de não possuir informações sobre as internações voluntárias e involuntárias, sobre os tempos de internação e outros dados.
Visando o registro e o acompanhamento de TODAS as internações psiquiátricas que ocorrem nos hospitais psiquiátricos públicos e privados contratados ao SUS é que foi construído este Sistema de Informações em Saúde Mental (SISME), que é alimentado em tempo real no momento de cada internação psiquiátrica no município do Rio de Janeiro.
Dentre as vantagens deste sistema está a possibilidade de elaboração de relatórios com dados sobre as internações e/ou pacientes, de modo a orientar o trabalho de supervisão e controle das internações psiquiátricas no nosso município.
 

As informações deste sistema estão disponíveis no endereço: http://www.sms.rio.rj.gov.br/sisme/relatorios/psic_relint.php   para que pesquisadores, gestores, profissionais de saúde, usuários possam acessá-las.

quarta-feira, março 09, 2011

ESF e CONSULTÓRIO DE RUA

Em Novembro 2010, teve início um serviço direcionado ao atendimento a saúde da população de rua na cidade do Rio de Janeiro, através da parceria entre a ESF e a SM. Esta experiência juntou o trabalho do consultório de rua ao da saúde da família , criando assim um serviço potente que realiza atendimentos regulares nas rua dividido em 2 equipes, cobrindo as seguintes regiões do centro (AP 1.0):
EQUIPE 1: CENTRAL DO BRASIL; PRAÇA MAUÁ; CAMPO DO SANTANA; GAMBOA; LARGO DO SÃO FRANCISCO; PRAÇA XI; CANDELÁRIA; MARECHAL FLORIANO.

EQUIPE 2: LAPA;PRAÇA DA CRUZ VERMELHA; CINELÂNDIA; LARGO DA CARIOCA; CASTELO.

As equipes contam com médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, ACS, dentista e profissionais de saúde mental (psicólogo, musicoterapeuta e assistente social).

Os atendimento são realizados nas ruas ou na base das equipes que fica localizada no CMS Oswaldo Cruz.

O número total de atendimentos referentes aos meses de Novembro, Dezembro (2010) e Janeiro, Fevereiro (2011):

Equipe 1
ABORDAGEM / VISITAS
QUANTITATIVO
MEDICO
00
ENFERMEIRO
191
OUTROS PROF. NÍVEL SUPERIOR
306
TEC ENFERMAGEM
210
ACS
2.338
TOTAL
3.045

ATENDIMENTO CONSULTÓRIO
QUANTITATIVO
MEDICO
00
ENFERMEIRO
233
OUTROS PROF. NÍVEL SUPERIOR
553
TOTAL
786


Equipe 2:
ABORDAGEM / VISITAS
QUANTITATIVO
MEDICO
12
ENFERMEIRO
187
OUTROS PROF. NÍVEL SUPERIOR
791
TEC. ENFERMAGEM
888
ACS
4.193
TOTAL
6.071

ATENDIMENTO ESPECIFICO PARA AT
74

ATENDIMENTO CONSULTÓRIO
QUANTITATIVO
MEDICO
243
ENFERMEIRO
189
OUTROS PROF. NÍVEL SUPERIOR
358
TOTAL
790